12 de mar. de 2009

E já que eu estava falando em estrada, veja que interessante!

Pontos de vista de George Carlin sobre envelhecer

Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se você tem menos de 10 anos, você está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações.
Quantos anos você tem? Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!

Quando
você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente. 'Qual é sua idade?'

'Eu vou fazer 16!' Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!


E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21!
Até as palavras soam como uma cerimônia: VOCÊ ESTÁ FAZENDO 21. Uhuuuuuuu!

Mas então você 'se torna' 30. Ooooh, que aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado! Ele 'se tornou azedo'; tivemos que jogá-lo fora. Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. O que está errado? O que mudou?

Você COMPLETA 21, você 'SE TORNA' 30, aí você está 'EMPURRANDO' 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando! Antes que se dê conta, você CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram.

Mas, espere!
Você ALCANÇA os 60. Você nem achava que poderia!

Assim, você COMPLETA 21, você 'SE TORNA' 30, 'EMPURRA' os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.

Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia; 'Estarei BATENDO aí na 4ª.. feira!'

Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui. Entrado nos 90, você começa a dar marcha à ré; 'Eu TINHA exatos 92.'


Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez. 'Eu tenho 100 e meio!'


Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!!



COMO PERMANECER JOVEM...



Livre-se de todos os números não-essenciais
. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que você os paga.

Mantenha apenas os amigos alegres. Os ranzinzas só deprimem.


Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre o computador, ofícios, jardinagem, seja o que for, até radio-amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. 'Uma mente inativa é a oficina do diabo. E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.

Aprecie as coisas simples.


Ria
sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego.

Lágrimas fazem parte.
Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.

Cerque-se daquilo que ama,
seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio.

Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que você possa fazer, peça ajuda.

Não 'viaje' às suas culpas. Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde você tiver enterrado as suas culpas.

Diga às pessoas a quem você ama que você as ama, a cada oportunidade.

E LEMBRE-SE SEMPRE!

A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.


Aprecie a viagem, pois não há bilhete de volta!

Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia!

A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando:

"PUTA MERDA, QUE VIAGEM!"

9 de mar. de 2009

What a wonderful world - [RAMONES] tradução)

[Joey Ramone]

Foto: Jardim Botânico - Curitiba-PR (23/02/2009)

Que Mundo Maravilhoso

Eu vejo as árvores verdes,
Rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para nós dois
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso

Eu vejo os céus azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia
E a escuridão sagrada da boa noite
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso


As cores do arco-íris, tão bonitas nos céus
Estão também nos rostos das pessoas que se vão
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "como você vai?"
Eles realmente dizem: "eu te amo!"

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles aprenderão muito mais que eu jamais saberei
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo, que mundo maravilhoso


8 de mar. de 2009

Marrons, verdes, cinzas e pretos. [Por Carlos Stein] /// A estrada [Por Geniana]


Não era a fama. Definitivamente não era o dinheiro. O apreço de algumas pessoas e a música ainda eram importantes, mas um dia ele percebeu, quase como uma revelação: era a estrada.
Uma vez contou sobre essa descoberta a alguém. Ele então lhe perguntou: porque você não se torna caminhoneiro ou algo parecido? Não, pensou, transformar isso num modo de ganhar a vida? Nem pensar. Pode matar o encantamento.

Surgiu do nada.

Tinha acordado de madrugada e o ônibus inteiro ainda dormia. Colocou os fones e a música certa. Ele olhou para o céu e então aconteceu. Nada de excepcional. Nenhum brilho no meio das nuvens. Só uma sensação. A sensação de algo maior que ele. Nada sagrado, nem perto disso. Não acreditava nessas coisas.
Foi uma ligação difícil de descrever. Já havia ouvido falar excessivamente de sensações da paz e liberdade, mas se recusava a reduzir essa intensidade a esses lugares comuns.
Era sempre difícil sair. Deixar para trás pessoas de quem gostava e que sentiam falta dele. A estrada, no entanto, era necessária.

Aprendeu a gostar dos dias frios. Os céus eram bonitos, tinham tons rosados e alaranjados. Com o tempo aprendeu a admirar também o azul uniforme dos céus de verão. A luminosidade agressiva dos dias.

A sucessão de verdes e marrons que se tornavam cinzas e pretos ao escurecer.
Gostava da velocidade da estrada. O olhar tangenciava cada árvore, planície, pedras, água. As pessoas no caminho não pareciam ter uma existência concreta. Eram fantasmas na paisagem.

Nada depreciativo nisso.

Também gostava de se imaginar assim, um fantasma. Um ser com uma estranha ligação com aqueles verdes, marrons, cinzas, pretos. Era assim que se imaginava na percepção dos transeuntes. Essa sensação de uma existência fugaz, fugidia, o fascinava. Isso, contudo, não diminuia a conexåo com os – outros - fantasmas, pelo contrário, parecia criar uma espécie de cumplicidade fundada em olhares e gestos.

Enfim, silêncios eloquentes.

Havia as partidas e, lógico, os destinos, e nestes também conheceu pessoas que valia a pena conhecer, que também deixavam saudades. Poucas, nesse longo tempo. Mas havia. Elas também povoavam de imagens os momentos de contemplação.

Mas a sua fascinação era o trajeto. A linha que liga os dois pontos.

Como quase todo mundo, havia construido um sonho em que harmonizava o seu desejo de autonomia e a humana necessidade de relacionamento com as outras pessoas. Não percebeu, no entanto, que a estrada havia construido uma harmonia baseada em ausências, onde as relações, as pessoas e a própria autonomia eram idealizadas. Um mundo paralelo. Quase perfeito.

Havia vivido muito tempo sozinho. Elaborou mecanismos para administrar sua dificuldade nos relacionamentos. Isso foi na adolescência, mas de alguma forma esses mecanismos voltavam a funcionar. Um campo de força se acionava automaticamente, independente da sua vontade.

Impossível negar a sensação de conforto que isso trazia. A droga nas mãos do viciado.

A estrada representava essa noção de perfeição e conforto. O símbolo da transitoriedade, uma metáfora da vida, mas também uma fuga.

Uma fuga de quê?

Nem ele sabia exatamente.

Sabia que havia uma existência real, concreta, e uma ideia de existência.
Sabia que existia uma origem e um destino e que a estrada, de formas imprecisas, com suas cores e imagens mutantes, escrevia a sua história.

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Foto: No avião em algum lugar entre Porto Alegre e Salvador (18/01/2009)

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Após ler esse relato dessa pessoa que já admirava [Carlos Stein], consigo entender um pouquinho mais o motivo pelo qual ele desperta essa identificação em mim...
Identifiquei-me com praticamente todo o texto e acredito ter compreendido sua essência [ou a minha a partir dele]... Até hoje não sabia muito bem o porquê a estrada me fascina tanto... Creio que ele conseguiu despertar um pouquinho, abrir o caminho para um insight maior, que ainda não aconteceu completamente, mas acredito estar no caminho
[Opa, estou na estrada! Ebaaa!]...
Acima de tudo, cada viagem que faço é para dentro de mim mesma... Conhecer o lugar, a cultura, novas pessoas, amizades, admirar a beleza da natureza, ..., é parte da viagem... Mas entender como eu me comporto nessas situações, o que cada vivência nova desperta em mim, o que cada pessoa desperta é a mais fascinante das viagens... Talvez seja isso mesmo: a estrada me leva para dentro de mim mesma! Desperta tantas emoções, me leva a lugares desconhecidos do mundo e do meu mundo...
Não é apenas uma metáfora da vida, mas acredito que é uma projeção de como encaro a vida, a partir dessa relação que estabeleço com a estrada -> UMA GRANDE AVENTURA! O que não implica numa necessidade de ser caminhoneiro, no caso do Carlão, como ele mesmo disse, e acho que no meu caso também... Apesar de nunca ter pensado nessa possibilidade... hehehehe

Mas, sinceramente, queria muito levar a vida diária da mesma forma como a vivo na estrada... Queria sentir todos os dias o verdadeiro êxtase que sinto durante as viagens... E por isso muitas vezes em casa sinto-me frustrada, introspectiva, querendo viver apenas em meu mundo, porque é nele que posso reviver essas emoções... É tão complicado voltar ao "mundo real" depois de uma viagem tão intensa!!! Mas garanto: nunca volto a mesma! Em cada retorno, não vejo a minha casa da mesma forma, porque não sou a mesma! Não vejo mais meus amigos, meus familiares, meus cachorros, meus gatos, minhas flores, ..., da mesma forma, porque nem eu e nem eles somos mais os mesmos! A metamorfose ocorre em cada viagem e cada retorno é único... E cada nova partida também é única, por isso gera tanta ansiedade, tantas expectativas... E tenho a "sorte" de que cada nova viagem que faço é mais, e mais, e mais emocionante que a anterior... Surpresas sempre... Em todo o caminho que percorro... Boas ou não tão boas sempre são bem-vindas, pois me ajudam a crescer... O que é cada viagem para dentro de si mesmo senão um descobri-se constante? E o descobrir-se, conhecer-se não é crescer, evoluir? Acredito que sim... É por isso que concordo plenamente com aquela frase: "Não tenha medo de ir devagar... Tenha medo de ficar parado!". E assim como o Carlão, acho fascinante o trajeto, a linha que liga os dois pontos...
E uma coisa posso garantir: minha vida é uma aventura. Não nasci para ser estanque, ficar parada, no marasmo! Só não entendo como ainda tem gente que acha a vida uma aventura desinteressante.... Pelo menos eu vivo... Intensamente!!!

Etiqueta Urbana

Quando viajo para o centro do país não consigo evitar de carregar comigo uma sensação de insegurança em muito potencializada pelos meios de comunicação. Sei, no fundo, que é um pouco exagerada, pois não é muito diferente da que vivencio quase todo dia aqui em Porto Alegre.

Há algum tempo me chamou a atenção a argumentação de um conhecido, carioca, sobre um episódio envolvendo um turista – mais um – assaltado e morto. Não me lembro exatamente do caso, mas episódios similares aconteceram e continuam acontecendo todos os dias pela cidade, o que infelizmente torna esse caso uma ocorrência cotidiana que talvez dispense o conhecimento dos detalhes.
Ele dizia que os turistas se colocam em condição de risco. Traduzindo: carregavam objetos de valor à vista de qualquer um, caminhavam sem a devida atenção pelas ruas e frequentavam os lugares errados nos horários inadequados. Viviam, assim, se expondo a riscos, comportando-se como tolos (manés é a palavra), e destino de mané todo mundo sabe qual é, não é?
Bom, os malandros (contrário de manés) não cometem esses erros.

Pouco tempo depois, uma música dos Paralamas do Sucesso, Calibre, pergunta:
Por que caminhos você vai e volta
Aonde você nunca vai
Em que esquinas você nunca para
A que horas você nunca sai
Há quanto tempo você sente medo
Quantos amigos você já perdeu
Entrincheirado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu

Após mais uma babárie ocorrida na cidade, organiza-se uma passeata pela paz. Pessoas com camisetas brancas carregam bandeiras brancas e cartazes com a foto de mais um inocente chacinado.
Numa declaração, o jornalista Pedro Bial – ele próprio vítima de um episódio de violência – afirma que não vê sentido nesse tipo de movimento, não se trata de pedir paz, mas encarar o fato de que o Rio vive uma situação de guerra e agir como tal.

Não é preciso muito para concluir que a violência já nos vitimou a todos, de muitas formas.
Assumimos que existem lugares em que “não podemos” ou “não devemos” ir com naturalidade. Que existem objetos que devemos esconder aos olhos do público.
Fiquei surpreso em constatar também que um grande número de pessoas próximas pensam assim.

A violência mapeou as metrópoles. Designou os horários e os comportamentos “adequados”, inaugurou uma nova etiqueta: como se comportar, o que vestir, aonde ir e como ir para não ser assaltado ou assassinado.
Vamos, aos poucos, incorporando essa nova etiqueta. Saudamos os antenados e mal nos compadecemos dos infelizes manés que, ignorando os seus ditames, se “dão mal” pelas ruas da cidade.

A culpa acaba sendo deles.

Paradoxalmente, gostamos de mostrar nossa indignação a cada novo caso de violência. Culpamos nossos governantes, mas será que, dentro de nós, essa batalha já não foi perdida?
Não poderia, claro, defender que nos expuséssemos irracionalmente. Muito diferente é assumir como naturais essas restrições. Nossas cidades são desenhadas pelo limite das grades dos prédios. Entrincheiramo-nos em condomínios murados que simulam internamente nosso ideal de cidade sem muros. Compramos em shoppings, devidamente isolados da rua.

Incorporamos os muros.

Difícil dizer os reflexos disso no nosso cotidiano futuro.


Disponível em --> http://carlosnenhum.blogspot.com/

Gostou do programa? Talvez seja por causa dos comerciais!!!

As pessoas comem barras de chocolate em pedaços, esperando e saboreando. Elas espaçam seus cigarros ao longo do dia, suas sessões de fofocas, suas ligações para amigos. Elas gostam de seus esportes com intervalos, e praticam sua religião com jejuns e períodos de autonegação, como a Quaresma.

Então por que aquela interrupção dos comerciais sempre estraga os programas de TV?

Talvez elas não estraguem. Em dois novos estudos, pesquisadores que estudam o comportamento consumidor argumentam que interromper uma experiência, seja ela tediosa ou agradável, pode torná-la significativamente mais intensa.

"O mote é que os comerciais tornam os programas mais agradáveis de ver. Mesmo os comerciais ruins", disse Leif Nelson, professor-assistente de marketing da Universidade da Califórnia, em San Diego, e co-autor da nova pesquisa. "Quando digo isso às pessoas, elas apenas ficam me encarando, sem acreditar. As descobertas são ao mesmo tempo implausíveis e empiricamente coerentes."

Ao longo dos anos, pesquisas psicológicas descobriram que as pessoas nem sempre estão muito certas do que as faz feliz. Ao falar sobre seu próprio bem-estar, elas demonstram um tipo de equilíbrio: após uma perda (um divórcio, digamos) ou um ganho (uma promoção), elas geralmente retornam com o tempo ao mesmo nível de felicidade de antes. Os humanos se habituam rapidamente, à privação e à prosperidade, à guerra e à paz.

Prazeres ainda mais modestos - uma xícara de café pela manhã, uma caminhada à tarde, um uísque antes de dormir - parecem seguir uma lei de retornos cada vez menores. "O álcool é como o amor", diz um personagem no livro "The Long Goodbye", de Raymond Chandler. "O primeiro beijo é mágico. O segundo é íntimo. O terceiro é rotina."

Para Sonja Lyubomirsky, psicóloga da Universidade da Califórnia em Riverside e autora do livro "The How of Happiness," isso levanta uma questão provocativa: "Se você se adapta tão rapidamente a atividades agradáveis, e o prazer diminui, como sustentar um nível de felicidade, ou mesmo se mover escala acima?"

Uma maneira de fazer isso, sugerem os pesquisadores, é preferir experiências novas a bens materiais. O cheiro de um carro novo pode ficar na cabeça de alguém durante meses. Mas a memória de uma viagem através do outback australiano - ou dos museus de Amsterdã - parece oferecer uma sustentação mais duradoura, dizem os pesquisadores. Em alguns estudos, casais reportam maior satisfação em seus relacionamentos após tentar novas coisas juntos.

A nova pesquisa de consumo analisou uma dinâmica similar num nível momento-a-momento. Em um experimento, Nelson, juntamente com Tom Meyvis e Jeff Galak, da Universidade de Nova York, fizeram 87 estudantes assistir a um episódio da série "Taxi." Metade o assistiu como ele foi originalmente transmitido, com comerciais da Jewelry Factory Store e do escritório de advocacia de Michael Brownstein, entre outras propagandas. A outra metade viu o programa direto, sem interrupções.

Depois de terminada a transmissão, os estudantes avaliaram o quanto haviam gostado, usando uma escala de 11 pontos e comparando o programa com a série "Happy Days", a qual todos conheciam. Aqueles que viram "Taxi" sem comerciais preferiram "Happy Days", mas os que viram o programa original preferiram "Taxi", com uma margem significativa.

Em experimentos similares, usando outros clipes de vídeo e uma variedade de interrupções, os resultados foram os mesmos: as pessoas classificavam suas experiências como mais agradáveis com os comerciais, não importando seu conteúdo, ou outras interrupções. O efeito não estava limitado à TV; interromper uma massagem também aumentava o prazer do sujeito, conforme descobriu outro experimento.

O oposto era verdade para experiências irritantes, como escutar o barulho de um aspirador de pó: uma pausa só tornou tudo pior, eles descobriram.

"O motivo pelo qual isso acontece, argumentamos, é que nós tendemos a nos adaptar a uma variedade de experiências, à medida que elas vão acontecendo", disse Nelson. "Ouvir uma música, assistir a um programa televisivo, receber uma massagem: tudo isso começa de forma muito agradável, e dentro de alguns minutos nós nos acostumamos. As interrupções dividem isso."

Em um de seus artigos, os autores chegam a propor que a televisão comercial evolua culturalmente para maximizar o divertimento. Os milhões de americanos que gravam seus programas favoritos podem zombar da iniciativa; mas eles também pausam os programas para buscar uma bebida, fazer uma ligação ou conversar. Esse tipo de interrupção controlada por representar um tipo de ideal, disse Nelson.

Gal Zauberman, professor-associado de marketing da Escola Wharton, na Universidade da Pensilvânia, disse que as descobertas eram sólidas, e acrescentou: "Para mim, a parte mais interessante é que quase todos dizem, 'Eu gostaria de nunca ter de assistir a um comercial'".

"Tudo é parte desse fenômeno que descobrimos em outro trabalho,", continuou ele, "que as pessoas não estão totalmente cientes do que as faz felizes, especialmente quando há um componente temporal, quando uma experiência afeta outra com o tempo."

No entanto, as interrupções não melhoram todas as atividades agradáveis. Nelson e seus colegas descobriram que as pessoas muitas vezes não se acostumam a programas ou histórias particularmente mais exigentes - com viradas inesperadas na trama - e que uma interrupção pode romper a linha de raciocínio, azedando a experiência. Quando artistas, negociantes, músicos e outros se submergem em seus trabalhos, com o prazer altruísta que alguns psicólogos chamam de fluxo, o apito da hora do almoço pode ser um risco.

Mas os prazeres mais simples da vida têm mais em comum com passar uma manhã na banheira quente do hotel. Bastante bom, ainda mais se você puder sair e mergulhar na piscina a cada cinco minutos.





Disponível em: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=351212

3 de mar. de 2009

Foto: Balneário Ipanema-PR (22/02/2009)
**Se um dia tu quiseres voar bem alto e ver o mundo de outro lugar, não te deixo cair vou-te segurar! E não hesites tu podes confiar! Vamos andar por cima das cidades, Vamos tocar nos telhados dos prédios! Quem é que disse que o homem não pode voar? Acredita que voar é o remédio! Para os dias em que nos zangamos, Para todos os dias dias de tédio vem comigo voar! Acredita que voar é o remédio! Vamos voar! Vamos chegar aonde nunca chegamos! Tu indicas-te o paraíso e agora vou levar-nos lá! Vamos voar! Não quero sentir vertigens da tua parte porque bem acima das nuvens hoje vou levar-te! Vamos voar! Vamos chegar à montanha mais alta. Tudo o que eu sinto chega para o grande Evereste. Vamos buscar tudo o que nos falta. Porque hoje o limite é o céu, Vamos voar ... cair, vou-te segurar, não hesites tu podes confiar... Vamos saltar por cima das cidades, Vamos tocar nos telhados dos prédios,quem é que disse que o homem não pode voar? Acredita que voar é o remédio!Para uns dizem que nos zangamos para todos os dias dias de tédio. Vem comigo voar acredita que voar é o remédio! Vamos voar. Vamos chegar onde nunca chegamos, tu indicas-te o paraiso e agora vou levar-nos lá. Vamos voar. Não quero sentir vertigens da tua parte porque bem acima das nuvens hoje vou levar-te. Vamos voar. Vamos chegar à montanha mais alta, tudo o que eu sinto chega para o grande Evareste. Vamos buscar tudo o que nos falta porque hoje o limite é o céu. Vamos para outro lugar,vamos para longe daqui, a voar vou-te apanhar, o remédio é voar por aí... !!!**

15 de fev. de 2009

TUDO BEM - NX Zero

Foto: Farol da Barra -> Salvador-Bahia 18/01/2009

Mais um dia
Na história da vida

Onde me perdi

Onde me encontrei

Aprendi a ver

E a valorizar

Os detalhes

Que fazem mudar

Tudo bem

Não é sempre que se pode ganhar

Nem tudo na vida tem um porquê
Hoje estou feliz por estar onde estou
E amanhã não importa

Tudo Bem

Quem sou eu pra duvidar

Da vida?

Hoje sei que quem é feliz

Dá valor pras coisas simples da vida
Um momento bom vale mais que tudo

Agradeço a Deus e a vocês

Dia após dia Ganhando e perdendo
Errando e acertando
Eu só quero o que é meu
Não pego de ninguém

Então não vem me julgar

Não vem me rotular

Meu respeito é pra quem tem

Tudo bem
Não é sempre que se pode ganhar

Nem tudo na vida tem um porquê
Hoje estou feliz por estar onde estou
E amanhã não importa

Tudo Bem
Quem sou eu pra duvidar

Da vida?

Composição: Diego Ferrero/Leandro Rocha


14 de fev. de 2009

SOBRE QUASE TODAS AS COISAS.............. [Um pouco longo, mas leia.... Se bastar, as partes destacadas....]

Encontro-me em Campos, interior do Rio de janeiro. Após mais de dez horas de viagem vindo de Aracaju, cruzando os céus pela Bahia e aterrissando na cidade maravilhosa, pegamos uma estrada que não fiz nenhuma questão de acompanhar por estar completamente chapado de sono e entregue com o corpo dolorido da grande movimentação da apresentação de ontem. Mais uma vez para um público superior a trinta mil pessoas. Deixamos o palco e em seguida quem embarcou o público na viagem sonora foi Gilberto Gil que com seus clássicos balançou a rapaziada e deixou seu clima tropical e alto astral explicito no suíngue de suas belas e poéticas canções. Tive notícias de que no dia anterior aquele povo todo foi brindado com a magia de um dos grandes mestres da MPB dessa geração contemporânea. Lenine, por quem tenho devoção. Suas músicas já embalaram momentos muito especiais de minha vida e foi uma pena não ter chegado antes para conferir.
Fiquei sabendo que um bom amigo já estava pela área. Uma pessoa que considero muito importante nesse universo de cenas misturadas e que pouco encontro, contudo que sempre admirei, mesmo nos momentos mais complicados de sua trajetória. Nunca neguei publicamente que Charlie Brown Jr fosse uma influência para o Detonautas, assim como nunca neguei a nossa identificação com o rock brasil de qualidade feito pelo O Rappa, Planet Hemp, Raimundos, Nação Zumbi entre outros que marcaram a geração que semeou em mim o desejo de fazer o que eles faziam e alguns ainda fazem, ou seja, rodar pelo país levando música, diversão e algo muito importante: consciência e uma atitude coerente com o estilo de vida que milhares de jovens adotaram e que agora se esvai no meio desse mar de interesses escusos que fazem os adolescentes desejarem muito mais a fama e o dinheiro do que dar prosseguimento a filosofia ( ainda que esta esteja cada vez mais confusa) que sempre destacou o rock dos outros estilos.
Chorão estava se divertindo num skate park gigantesco que fica bem a frente de onde estávamos hospedados. Descalço atravessei a rua e fui encontrá-lo. Vi em seu rosto a felicidade de poder se divertir às 3 horas da manhã numa cidade distante de sua casa com um pequeno grupo de amigos que observavam seu entusiasmo nas manobras com o carrinho. Estava eu por lá porque queria fazer o convite formal e pessoalmente para sua participação no nosso próximo disco. Depois de lançar quatro álbuns o Detonautas virá esse ano em um lançamento pela Sony com um esperado DVD acústico. Nós que sempre compusemos discos de dois em dois anos indo na contramão da necessidade mercadológica de um lançamento por ano entendemos que após cinco anos do último DVD, precisávamos registrar mais um show oficialmente. Para os que gostam da banda, o Youtube sempre foi um grande parceiro. Temos várias fases registradas por lá, todavia nesse formato não temos exatamente algo que corresponda ao espírito que jaz em nossas escolhas nesse momento.
Quando saímos de nossa antiga gravadora, Warner music, que foi a responsável pelo desenvolvimento de nossa carreira de 2002 até 2006, saímos porque entendemos que naquele instante não cabia um disco onde fizéssemos releituras de sucessos e lados b, simplesmente porque tínhamos em nossos sentimentos uma série de questões que precisavam ser expressas por novas canções. A WEA por uma necessidade normal de mercado apostava que teríamos um sucesso relevante com aquela oportunidade de um formato composto por violões, cordas e tudo mais, relembrando hits que explodiram nas rádios no início dessa década. Nós nunca fizemos absolutamente nada somente pelo dinheiro ou pela busca desse sucesso instantâneo e tão aclamado por parte do público atual que passou a acreditar piamente que a super-exposição é quem determina se um artista tem valor ou não. Creio até que eles possam estar certos de um ponto de vista simples, os valores estão constantemente se invertendo. Talvez esteja eu congelado num pensamento onde o conteúdo e a busca por um trabalho embasado num engajamento poético, político não caiba mais há essa geração. Ao tentar evoluir e buscar como artista o esmero que minhas referências vindas lá dos anos oitenta ofereciam a sua geração, talvez tenha errado na mão e caído na armadilha mais óbvia desse mercado. As coisas mudam. Como explicar a uma garotada que cresceu exposta a um nível de informação extremamente rápido como a internet, com valores completamente diferentes dos que foram tratados há tempos atrás, com sentimentos e comportamentos voltados muito mais para interesses individuais, que ainda há gente sonhando com as utopias do velho pensamento que acreditava que a arte poderia mudar o mundo?
Não há mais espaço para utopias em rádios ou TV. Não há um público tão grande interessado em argumentos políticos e numa estética que já tentou mostrar que o Brasil é apenas um país regido por latifundiários, coronéis, empresários e banqueiros que estão cagando para a cultura e para o nível intelectual da população. Alguns dedos desavisados podem vir me acusar de compactuar com essa vertente que oferece apenas músicas “românticas”, afinal de contas, grandes sucessos de minha banda chegaram ao público assim. Mesmo diante de tal evidência, aposto meu dedo mindinho que esses mesmos nunca ouviram nossos discos inteiros e não sabem que neles sempre existiu o outro lado, ou seja, esse que estou explanando. Ao optar por uma oportunidade no mercado em busca dos holofotes e da mídia jogamos o jogo e desejamos que nossa canção encontrasse seu espaço em meio a este mar de bandas que lutam por um lugar ao sol no cenário nacional, mas isso nunca significou omissão. Basta lembrar que ao longo destes sete anos em que estamos rodando esse continente, nos shows, tudo isso que estas lendo sempre fora até exageradamente imposto por mim, criando inclusive muitos problemas para o Detonautas, fechando portas e afastando a gente de diversos lugares.
Se Deus existe ou não, não faz tanta diferença para mim. O que faz a diferença é a fé. A fé e o respeito pela crença alheia. Se tudo isso que expus nas linhas que antecederam esta conclusão foi obra divina ou não, não faz diferença. O que faz diferença é que sempre assumi a responsabilidade de lutar por meus objetivos de maneira honesta. A fé sempre esteve presente na minha vida, independente do Deus que eu tenha cultuado. Provavelmente o meu não é o mesmo que o seu e provavelmente o seu não é o mesmo de outros milhares de seres humanos. Cada um tem sua forma de enxergar Deus ainda que existam guias, sejam eles, padres, pastores, pais de santo ou qualquer outro que se coloque na terra como representante legítimo de uma divindade superior. Volto a bater na tecla do respeito pela opinião e pelo questionamento alheio. Não existem verdades absolutas, ninguém prova nada, então não venham com suas certezas como se fossem lanças dispostas a atravessar nossas cabeças. Acredite no que quiser e deixe que os outros acreditem ou não. Tenho somente que assumir a responsabilidade por nossos atos é o melhor a fazer, pois fica muito confortável sempre dizer que foi DEUS quem quis isso ou aquilo, como se não fossemos nós os verdadeiros agentes de tudo o que acontece em nossas vidas.
Quando insisto nos questionamentos, nos debates, nos textos que posto nesse blog, na necessidade da leitura, do estudo, da luta pelo sonho é porque imagino que essa seja a minha “missão”. Não uma missão divina, uma missão terrena. Um motivo para continuar vivendo, apostando, querendo ir adiante. As perguntas óbvias e feitas desde que o homem é homem não serão respondidas nem por mim nem por ninguém. Se existe vida após a vida, se existem espíritos, se existe céu ou inferno, isso não pode ser parâmetro para que eu tome minhas decisões nessa existência. O parâmetro a meu ver é o que de conseqüência estarei plantando e o que hei de colher com minhas atitudes aqui, nesse planeta terra. Faço por mim e pelos meus, por crer que somos nós quem vamos usufruir disso tudo. Quando ataco, sei que serei atacado. Quando respondo, sei que poderei ser respondido. Quando ofendo, sei que serei ofendido. Quando erro, sou capaz de reconhecer e pedir desculpas, não faço isso por Deus ou por temê-lo. Faço isso pelo bem estar de meu coração e de minha mente, assim como pelo respeito que tenho pela raça humana.
A vida é uma sucessão de escolhas. Escolher viver as oportunidades ou não é você quem decide. Se há um futuro ele esta sendo construído agora, com esses passos que estas dando. Ao sair do meu quarto as três da manhã para encontrar um cara que admiro e convidá-lo para fazer parte do disco que estou criando com meus companheiros foi uma escolha pelo respeito e pela consideração que fiz questão de mostrar que tenho por ele. Ao explanar sobre política e poesia, quis deixar claro que foram os caminhos que se abriram a minha volta e que decidi entender ainda que isso de certa maneira tenha me afastado dos holofotes “principais” que sempre me levaram ao grande público. Ao manter posições de acordo com o estilo de vida que me atraiu desde sempre, escolhi confrontar algumas pessoas que também estão fazendo suas escolhas. Ao escrever todas estas palavras, escolhi expor meus pensamentos nesse dia 14 de FEVEREIRO de 2009 para muitas pessoas que sequer conheço.

4 de fev. de 2009

Amigo de Verdade ---> Túlio Dek


Amigo é amigo, companheiro é companheiro.
Nada corrompe o coração verdadeiro
Amigo que é amigo de verdade ajuda a qualquer custo
Sempre com humildade,
Olho para trás e faço a reflexão, de quantos já se foram
Dos que aqui estão
Amigo de fé do fundo do coração
Amigo da onça que só trás decepção,
Saiba escolher, sempre suas amizades,
Saiba enxergar quem é amigo de verdade.
Amigo do sonho, da rua do berço
Amigo da festa, do jogo, do avesso.
Amigo da mãe, do ar, da estrada,
Amigo do amigo da amiga amada,
Os que se acham ou se julgam ser,
Amigos de verdade da dor e do lazer
Falam que amizade é sua, falam que ela é nossa
Apertam tua mão e te apunhala pelas costas
Trai tua confiança e o coração destroça
Puta que pariu a falsidade é uma bosta!
Amigo é quem não importa a hora ou o lugar
Por mais que esteja longe do teu lado ele estará
Amizade como essa é a que ficará
De ouro ou latão ninguém pode comprar,
Amigo de verdade é o que ninguém pode mudar
Por mais que o mundo acabe ele vai te ajudar.
Amigo da hora, do momento ou do lugar,
Amigo companheiro para ficar ou viajar,
A amizade aqui é forte nada pode derrubar,
Raízes antigas, nada pode arrancar.
Dê valor a seus amigos, a quem te dá valor.
De paz de sangue que brigam de amor
O importante é não deixar a corrente se romper
Cultivar a amizade é o que eu quero fazer
Seja quem for que tiver um bom amigo
Aproveite os bons momentos de glória ou de perigo
Mas a parada sangue bom não é ter quantidade,
Tenha apenas um amigo, mas que seja de verdade.
Os interesseiros, que querem o que tu tem.
Não chega nem perto, ai então não vem.
Um abraço pros meus irmãos, sabem quem são.
Irmãos do fundo da alma, do coração.
Porque amigo de verdade eu conto nos dedos
Estão ao seu lado ferido ou no mesmo
Quem sabe o que é bom pra gente é o coração
Deixa a vida me levar e sua intuição
Então não vem com esse que alguém vai me influenciar,
Quem faz a minha vida sou eu, ninguém vai me mudar.
Aos meus amigos de fé meu agradecimento
Por estar ao meu lado, faço sol ou faça vento.
Aos que me julgaram errado eu só lamento
Sagacidade e humildade é o meu mandamento