27 de jan. de 2011

Padrões [Cristian Steiner]

Fico pensando o quanto os padrões da sociedade destroem a vida das pessoas. Tantas possibilidades de se ser e um bloqueio mental inconsciente impede que a vida seja vivida, que se faça algo realmente significante. Milhares de sonhos são deixados de lado por medo. Medo de seguir em frente, medo do fracasso, da desilusão. Então, o ser humano fica quieto, calado, sem iniciativa.

Por que temos que sempre ganhar? Por que não se pode fracassar? Por que temos que ser bonitos, pontuais, ter um certo trabalho, uma casa, uma família, um jardim? Por que temos que ser tão sociáveis? Por que temos que ser todos iguais? Por que todos tem que casar, ter filhos envelhecer e morrer da mesma forma? Por que não podemos ter vários amores e viver intensamente cada um deles sem ser taxados de "galinhas" sem propósito? Por que o propósito não pode ser viver aqui e agora o melhor que pudermos respeitando a individualidade de cada um? Por que não, cada um decidir o que quer fazer da sua própria vida? E as conseqüências assumidas e sentidas.... por que não bastam? Por que o louco não pode ser feliz, sem seu riso incomodar tanto?

Atravessamos a vida preocupados com o que se espera de nós e geralmente esperam tanto que a frustração é inevitável. Isso explica o imenso rebanho de cordeiros inexpressivos que não ultrapassam um limite demarcado, imaginário, por que um dia levaram um pequeno choque ao chegar perto de uma cerca elétrica. Lembrei agora de Waldem II,  segundo Skinner, a sociedade perfeita, um livro pouco conhecido até entre os psicólogos.

Por que não se pode decidir o que é básico e o que é luxo? A necessidade de um, não é a necessidade do outro! A subjetividade de cada indivíduo é ímpar, não há como decidir pelo outro. Cada um sabe exatamente o que quer, mas não realiza por causa dos padrões impostos pela sociedade.

Temos que falar apenas sobre determinados assuntos e quem tem uma idéia diferente é marginalizado, excluído da cúpula da mesmice que não quer perder o controle das coisas. Me lembrei da biografia de Kant, um perfeito exemplo Obsessivo-Compulsivo.

E aí o que resta é enriquecer a indústria farmacêutica (no caso dos Politicamente Corretos) e enriquecer o crime no caso dos que foram marginalizados. Ou você toma Prozac, etílicos ou vai tomar outras drogas "ilícitas" na sarjeta. Até aí há um padrão, álcool e drogas vendidas nas farmácias são aceitáveis.

Há também o padrão social que dita que é ridículo pobre estar feliz e rico não ter luxo ou ser socialista sendo inaceitável o pobre replicante e tratado como delirante.

Sendo assim, como viver e gozar a vida em sua plenitude sem conflitos? Não há como! A vida é um conflito e se sai bem quem conseguir equilibrá-lo e viver sua própria vida sem leva-la muito a sério. Fatos dolorosos irão acontecer e teremos que superá-los e um dia todos estaremos mortos. E, também, muita coisa boa vai acontecer e podemos apreciá-las. Neste momento estão acontecendo coisas boas e ruins na vida de cada um de nós, tudo ao mesmo tempo.

Nossa, esse ultimo parágrafo ficou parecendo auto-ajuda. Credo! Não era essa a intenção. Mas vamos lá!
Esse foi meu pensamento de hoje, digo, de ontem, já são 00:34 horas. Bom, é isso o que tinha a expressar.

Um muito obrigado pra quem conseguiu ler até aqui!!!


[Fonte]

2 comentários:

  1. Muito perfeito o seu ponto de vista......
    Tem que viver a vida sem pensar no que os outros pensam!!!!!
    bjusssss

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  2. Olá querida,

    Fico super contente de ver um texto meu publicado aqui! E com as devidas referências. =]

    Parabéns pelo blog!

    Até mais,
    Bjks

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